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A Psicologia Das Redes Sociais

A psicologia por trás das redes sociais — como elas moldam nossa percepção, autoestima e comportamento, e o que fazer a respeito.

A Psicologia Das Redes Sociais

Texto por Dra Amanda Ferro
Vídeo por Dr Igor de Oli

Esses dias uma influencer do instagram – que eu respeito inclusive, disse que se você não se sente bem usando as redes sociais por ver tantas pessoas tendo vidas legais é porque você é invejoso, então você teria de lidar com isso, e entender que as pessoas todas tem problemas.

Simples assim.

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Redes Sociais São Boas Ou Ruins Para Sua Saúde Mental?

A grande questão é a pessoa que disse isso, vive disso! Falar que faz mal, não vai leva-la a lugar algum. Então, me engajei nessa ultima semana a ler alguns estudos sobre o tema, muita coisa que li, não vale a pena compartilhar (ou achei o estudo fraco ou ia ficar muita coisa para um post). Mas achei que esses três pontos são bastante interessantes:

🤔Um dos problemas do uso do smartphone, é que o tempo que despendemos nele, tira nossa atenção de coisas importantes, MUITO IMPORTANTES, tais como AUTO-REFLEXÃO e pensamentos que envolvem resolução de problemas do dia-a-dia.

💭 O uso em excesso de smartphone ou internet, estão relacionados a vários problemas psicológicos como instabilidade emocional e dificuldade para se adaptar, além de influenciar fortemente os sintomas de ansiedade e a depressão.

🤯 O uso de smartphones pode ser utilizado como uma estratégia de enfrentamento para evitar a percepção de que se está sozinho e não se tem ninguém para se conversar.

Nenhuma novidade até aqui eu imagino…

Mas vamos lá, qual o problema de não pensarmos em nossas questões?
Pensa comigo, se você não pensa no que tem que solucionar ou resolver, você provavelmente não vai resolver! Se você está solitário e não tem amigos, mas usa o seu tempo no instagram (de forma passiva, só curtindo, olhando stories, lives…) ao invés de se engajar em comportamentos que te façam sentir menos solitário …

Que bem isso fará a você?

Nem que seja fazer uma vídeo chamada a um amigo que não fala faz tempo.

Um dos estudos que li, defende que a questão também está em como utilizamos o aparelho e não somente na quantidade de horas. Alguém que trabalha divulgando seu trabalho nessas redes por exemplo, usará o aparelho com bastante frequência e isso pode não ser problemático para ele.

A infinidade de benefícios que os smartphones (mini computadores) nos trazem, é indiscutível.
Temos ao nosso alcance a qualquer momento: informação, contato com pessoas distantes, possibilidade de network, de negócios, de entretenimento, dentre várias outras possibilidades.
Logo, dizer que usar o smartphone é algo ruim, beira o absurdo, certo? Quero falar então, do excesso!

Mas como saber se estou usando demais o smartphone?

Pensamos no uso problemático do smartphone, quando acarreta um comprometimento funcional do indivíduo. Ou seja, quando o uso do smartphone traz prejuízos a vida diária. E pasmem, pessoas que usam o celular de forma excessiva, apresentam sintomas semelhantes aos encontrados em transtornos por uso de substâncias.

Como assim Amanda?

Vamos lá: O uso problemático do smartphone pode envolver situações perigosas, como mensagens de texto enquanto dirigi, problemas nas relações sociais, déficits de engajamento no trabalho ou desempenho escolar. Aposto que você conhece alguém que passa por isso, certo? Tem mais, Alguns indivíduos acabam por se envolver em discussões com sua família e amigos por causa do uso excessivo do telefone durante atividades sociais. E claro, a abstinência – sintomas ansiogênicos quando por algum motivo há a retirada do smartphone (quando por exemplo, acaba a bateria).

O que podemos concluir com isso?

Se olha um pouquinho. Se escuta!

Se estiver achando que está demais, não existe em pedir ajuda!

Leitura recomendada:
https://psycnet.apa.org/record/2019-37443-001
https://scholarship.claremont.edu/scripps_theses/1043/
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30529799

Texto por Amanda Ferro Gonçalves (Psicologia Clínica)
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